domingo, 19 de agosto de 2007

cisnes

antes que morram, cantem alto de ecoar qualquer nota que seja algo de olhar olhos no fundo e jurar qualquer coisa, ou prometer acordar para algo, algum futuro. Cantem alguma música ou qualquer besteira de tocar a mão em malícia carinhosa de amor amigo, de beijo disfarçado, de vontade velada e muito bem dita ao sol. Do sol mesmo em deitar-nos gentes como ele próprio sobre a grama a quase nos entregarmos. Cantem algo qualquer de fazer pensar coisas de pele, de maciez, de alvura, de delicadeza e de um riso jovem e puro, mas só pensar, e assim, nem tanto trair em cantar um querer já demasiado bem. Notas de ouvir dizer de outro o que se queria fazer pensar viver a um, de ignorar qualquer desmedido e curvar a algum desvairio... de querer perto de um ou outro jeito, ou qualquer, ou nem querer... mas ainda sempre buscar. de qualquer não dito adolescente, de fundo algum azulado que faça ver um amarelo remanescente. De todas, uma ou outra canção pode servir... uma ou outra tarde antes da última até ainda pode se ouvir. Cantem, pois, todos os cisnes!